Dança do ventre e folclore árabe
Assistente de IA
Pessoal, a Íris é a minha assistente virtual, qualquer dúvida sobre aulas ou shows, pode perguntar pra ela. Se quiser falar direto comigo, pede pra ela me chamar.
Sobre
Comecei a dançar aos 15 anos, em uma academia de bairro. No ano seguinte, já estava dançando em festas de famílias árabes — e nunca mais saí de perto.
Entrei para dois grupos de folclore árabe e passei a viver esse universo de perto. Nos palcos, mas também nas mesas depois dos shows, conversando, observando e aprendendo. Porque muita coisa sobre uma cultura não está escrita em livro. A gente aprende vivendo.
Minha formação foi se construindo entre a dança e o teatro. Sou formada em teatro pelo Teatro Artaud e tive minha formação em dança pela Academia Monica Dance Center e pelo Grupo Folclórico Mohamed Nasser. Também atuei como professora de dança em São Paulo, trabalhando com diferentes métodos.
Mas foi a experiência ao longo dos anos, principalmente o contato com as famílias e com a cultura árabe, que transformou a minha maneira de dançar e ensinar. Aprendi que a zaffa abre o casamento e acompanha a entrada dos noivos. Que a dabke chama a família inteira para o meio do salão. Que existe dança para entrar, dança para agradecer e que cada momento tem seu significado.
Foi dessa mistura de técnica, teatro, música, corpo e vivência cultural que nasceu o meu método: Dança do Ventre Corpo Sensorial.
Para mim, dançar não é apenas aprender passos. É entender o que estamos fazendo, de onde aquilo vem, o que aquela música está dizendo e o que o movimento desperta no corpo.
Hoje, como dançarina, professora, atriz e pesquisadora da cultura árabe, é isso que procuro transmitir: uma dança que tenha técnica, mas também tenha significado, presença e verdade.
Talvez seja por isso que eles me chamam de volta para dançar. Porque, quando a cultura é conhecida e respeitada, a dança deixa de ser apenas uma apresentação e passa a fazer parte da celebração.
Aulas
Meu método de aula
No meu método, trabalho a dança a partir da relação entre o corpo, a música, as emoções e a cultura. A ideia é aprender a perceber o próprio corpo, entender o que cada movimento provoca e deixar que a dança aconteça de uma forma mais natural e expressiva.
Uso como base a técnica egípcia de dança do ventre, junto com consciência corporal, teatro, musicalidade e conhecimento da cultura de onde essa dança vem. Porque, para mim, conhecer a origem, os costumes, os ritmos e os significados por trás dos movimentos é tão importante quanto aprender a técnica.
Dou aulas em grupo e também particulares, respeitando o ritmo e os objetivos de cada aluna. Nas aulas, trabalhamos não apenas a execução dos movimentos, mas também a interpretação da música, a expressão, a consciência corporal e a presença na dança.
Tudo isso para que você não apenas aprenda os passos, mas entenda o que está dançando e encontre a sua própria forma de se expressar através do corpo.
Shows e Eventos
Shows e Eventos
Eu não subo no palco sozinha
Os músicos que tocam comigo são os mesmos que gravaram as músicas árabes da novela O Clone. Quando a música é ao vivo, a dança muda. Tem mais energia, mais interação e um brilho diferente.
Nosso repertório vai muito além da dança do ventre. Trabalhamos também com folclore libanês e egípcio, respeitando o momento e a proposta de cada apresentação.
Levamos essa experiência para casamentos, aniversários, eventos corporativos, restaurantes e hotéis, criando apresentações que combinam música, dança e cultura árabe.
Blog
Tem coisa que não cabe numa aula.
Textos sobre a dança e sobre a cultura que vem junto com ela: o que cada ritmo pede, o que significa cada gesto, o que eu aprendi errando na frente de quem entende do assunto.
Contato
Dançarina, professora, atriz e pesquisadora da cultura árabe. São mais de trinta anos levando dança do ventre e folclore para festas, palcos e salas de aula — com técnica, significado e respeito pela cultura que vem junto com cada música.
Quem dança não precisa apenas ouvir o ritmo. Precisa entender o que ele pede do corpo.
O maksoum é aquele ritmo que muita gente reconhece mesmo sem saber o nome. É claro, fluido e versátil: combina com quadril, ondulações, tremidos, deslocamentos e diferentes formas de movimento. É um ritmo que abre espaço para a dançarina se apresentar e se comunicar com o público.
O baladi traz outra sensação. Os dois graves no início do ciclo dão mais peso e profundidade ao movimento. A dança fica mais próxima do chão, com menos deslocamento e mais trabalho de quadril. O baladi tem uma relação mais íntima e terrena com o corpo — e isso aparece na forma como ele é dançado.
O saidi, tradicional do sul do Egito, tem uma presença forte e marcada. É conhecido também pela dança com a bengala ou bastão, que tem origem em uma tradição masculina ligada ao uso do bastão e às disputas entre homens. Por isso, a bengala não é apenas um acessório: ela muda a postura, a intenção e a maneira de ocupar o espaço. A força do saidi não é agressividade. É presença.
Três ritmos, três maneiras de sentir a música e três relações diferentes com o corpo e com o chão.
O público talvez não saiba dizer exatamente o que mudou. Mas ele sente quando a dançarina entende o ritmo que está dançando.
O véu tem uma função dentro da dança. No início da apresentação, ele pode ampliar os movimentos, desenhar o espaço e apresentar a dançarina antes mesmo de o corpo aparecer por inteiro. Costumamos dizer que o véu é uma extensão do corpo.
Em algumas danças, a bailarina utiliza o véu apenas em um momento da apresentação e depois o retira. Em outras, ele permanece em cena do começo ao fim. Também pode voltar no final. Tudo depende da música, da proposta da dança e da escolha da bailarina.
O importante é que o véu não esteja ali apenas como enfeite. Quando usado sem entender sua função, ele vira apenas um pano nas mãos. E o público percebe, mesmo sem saber explicar: o objeto começa a sobrar na dança, ocupando as mãos que deveriam estar livres para outros movimentos.
Cada adereço da dança do ventre tem uma função, um significado e um momento. O véu cria e apresenta o espaço, o bastão traz força e presença, e os snujs dialogam diretamente com a música.
Para mim, conhecer essas funções faz parte de conhecer a própria dança. Porque, quando entendemos a tradição e a proposta de cada elemento, deixamos de usá-los apenas como enfeite e começamos a dançar com eles.
Cheguei achando que bastava dançar bem. Tinha técnica, repertório e figurino. O que eu ainda não sabia era o que acontece numa festa árabe depois que a música para.
A mesa é onde muita coisa acontece. É ali que a família conversa, observa, aprova, conta histórias e cria vínculos. Uma dançarina que se apresenta e vai embora fez um show. A que senta, come, conversa, ouve as histórias da família e aprende o nome das tias começa a fazer parte daquela celebração. São experiências diferentes.
Com o tempo, entendi que muitos costumes não estão escritos em lugar nenhum. A zaffa abre o casamento e acompanha a entrada dos noivos. A dabke chama a família para o meio do salão. Existe dança para entrar, dança para celebrar e dança para agradecer. Cada momento tem seu significado.
E entendi também por que uma apresentação de dança árabe pode tocar tanto quem tem essa origem.
Quando uma música conhecida começa, quando uma dabke reúne a família ou quando uma zaffa atravessa o salão, não estamos levando apenas uma dança para aquela festa. Estamos trazendo um pedacinho de uma terra que está longe. Trazendo lembranças dos países de origem, das famílias e das histórias que foram passadas de geração em geração. Para quem cresceu longe da terra dos pais ou dos avós, aquele momento pode ser uma forma de reencontrar suas raízes.
É por isso que eles chamam de volta. Não é só pela dança. É porque, quando a cultura é respeitada e vivida de verdade, a apresentação deixa de ser apenas um show e passa a fazer parte da memória daquela família.